Startup desenvolve metodologia para alfabetizar crianças já no 1º ano do fundamental Fotos: Retratte Fotografia

Startup desenvolve metodologia para alfabetizar crianças já no 1º ano do fundamental

Publicado em 15 de janeiro de 2018

Nos últimos três anos, cerca de 7 mil crianças das redes públicas de ensino estão experimentando uma nova metodologia que aumenta em até 60% o aprendizado de português e matemática. Storytelling, plataforma de jogos e músicas, fantoches e outras atividades lúdicas que envolvem elementos da cultura brasileira são utilizados na Conecturma, metodologia de ensino desenvolvida pela startup carioca Aondê Educacional.

A Conecturma trabalha com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental a partir da utilização de recursos que estimulam a atenção, a concentração e o engajamento, fazendo com que os alunos aprendam mais e de melhor forma. O termo “turma” no nome não é à tôa: todo o conteúdo da metodologia, dividido em aventuras, envolve uma série de histórias de um grupo de personagens que crescem e aprendem junto com as crianças.

O resultado, segundo o CEO da startup, Rafael Parente, são crianças que já começam a ler a partir do 1º ano do ensino fundamental. “Os dados sobre alfabetização de alunos da rede pública no Brasil não são animadores. Nossa metodologia tem ajudado a melhorar esses índices ao estimular que as crianças comecem a ler ainda no primeiro ano de utilização da Conecturma”, explica Rafael.

Os dados aos quais ele se refere são os da Avaliação Nacional da Alfabetização. A ANA 2016 evidenciou que mais da metade das crianças do 3º ano do ensino fundamental possuem conhecimento insuficiente em matemática e leitura. Segundo cálculos do Movimento Todos pela Educação, com esses dados, o Brasil levará 76 anos para adequar a leitura dos estudantes brasileiros.

Além do abecedário

Os alunos que utilizam a metodologia são estimulados a cumprir desafios de língua portuguesa e matemática na plataforma gamificada, mas também por meio de atividades lúdicas. Com a utilização do recurso de storytelling, a Conecturma alia o aprendizado do conteúdo de português a histórias dos seus personagens, que crescem com as crianças à medida que elas evoluem de tarefas e também de ano.

“As crianças adoram as novas tecnologias e têm afinidade com essas ferramentas. Usá-las em sala de aula torna os alunos mais receptivos ao aprendizado. Entretanto, não focamos apenas no digital. Os professores também são formados para realizar atividades lúdicas e analógicas que tenham como tema também os elementos da cultura brasileira”, destaca o CEO.

A realização de atividades em conjunto trabalham as habilidades socioemocionais como respeito à diversidade, resolução de conflitos, análise de problemas e tomadas de decisões, vivência cultural, estímulo ao autoconhecimento, entre outros. A Conecturma está presente em seis estados, 22 municípios, 14 redes de ensino e atende a cerca de 7.400 alunos e 300 professores.

Em Macaé, município do estado do Rio de Janeiro, a Conecturma vem sendo aplicada em escolas do sistema Sesi Firjan, e já traz resultados entre os alunos, inclusive entre aqueles que possuem maior dificuldade de aprendizado.

A aluna Luna Oliveira Marques (1º ano SESI Macaé) é um bom exemplo de benefícios adquiridos com a Conecturma para vencer os desafios do processo de aprendizagem. A aluna está em investigação sobre a possibilidade de TDAH e apresenta dificuldades para concluir suas atividades. Com o material da Conecturma, Luna consegue acompanhar o grupo e se manter concentrada por mais tempo, além de estar mais estimulada a aprender por meio do apoio dos jogos.

“As crianças adoram as novas tecnologias e têm afinidade com essas ferramentas. Usá-las em sala de aula torna os alunos mais receptivos ao aprendizado. Utilizamos recursos digitais e analógicos que estimulem as crianças de forma adequada”, explica Rafael Parente.

 

Próximo passo: realidade virtual

A Aondê Educacional está desenvolvendo jogos funcionais de realidade virtual e de realidade aumentada, que serão utilizados como mais um recurso da Conecturma. “Na Feira Literária de Viamão (RS), testamos alguns jogos com crianças da pré-escola até o quinto ano, e ficou evidente o encantamento com a imersão que os óculos de VR propiciam. Os jogos de Realidade Aumentada também chamaram muito a atenção, pois usam a câmera do celular pra misturar realidade com um universo digital que rende uma torcida e interação maior entre grupos”, explica Hélio Sales, diretor de conteúdo da empresa.

Por enquanto, algumas escolas que usam a Conecturma estão testando os aplicativos, que devem entrar no cardápio de produtos da Aondê e nas lojas de aplicativos no primeiro semestre de 2018. “As possibilidades do trabalho em Realidade Virtual são muitas e estamos estudando novos recursos que personalizem experiências para redes de escolas específicas”, conta Sales.

O Google é uma empresa parceira deste projeto, fornecendo óculos para alguns pilotos e expertise de desenvolvimento dos jogos.

SOBRE A AONDÊ EDUCACIONAL – A Aondê é uma startup brasileira que atua nas áreas de educação e tecnologia, com sede no Rio de Janeiro.  A missão da Aondê é criar a melhor experiência de aprendizagem para formar cidadãos mais autônomos, solidários e competentes.  Todos os membros da equipe têm vasta experiência em suas áreas, com prêmios e reconhecimentos no Brasil e no mundo. Com sua equipe, Rafael liderou a criação e implementação de projetos inovadores da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro entre 2009 e 2013, como a Educopédia, o GENTE, o Pé de Vento e o Rioeduca.

 

Mais informações: www.conecturma.com.br

Vídeo Conecturma em Viamão (RS): https://goo.gl/mkhk93

Assessoria de Imprensa – Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

Kadydja Albuquerque
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