A saúde do homem precisa de cuidado em todas as idades

A saúde do homem precisa de cuidado em todas as idades

Publicado em 6 de fevereiro de 2017

Homens não vão menos ao médico do que as mulheres porque trabalham mais. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Connecticut, os homens evitam as idas aos consultórios por um fator cultural que associa o sexo masculino a características como “bravura” e “autossuficiência”. O estudo indica que, quanto mais o homem estiver ligado a esses valores, mais ele tem a tendência de minimizar problemas de saúde e evitar consultas médicas.

No entanto, a saúde do homem deve ser cuidada em todas as idades. A visita ao urologista, para prevenção, deve ser feita já na adolescência para que sejam investigados os órgãos genitais masculinos. “Um dos exames é o rastreamento de anormalidades como a Varicocele (dilatação dos vasos testiculares), que representa uma das principais causas de infertilidade masculina”, explica o urologista Fernando Leão, especialista em doenças da próstata.

Na fase adulta, o homem deve iniciar suas visitas para prevenção de doenças prostáticas, principalmente o câncer. Quando se tem antecedentes de câncer de próstata na família (pai, tio ou avô, por exemplo), a prevenção deverá ser feita a partir dos 40 anos de idade; na ausência desses antecedentes, a partir dos 50 anos.

Segundo Fernando Leão, o homem deve ficar atento a alguns sintomas que podem indicar doença urológica, como aumento da frequência miccional noturna; dificuldade para iniciar a micção (ato de urinar), principalmente a primeira da manhã; ardência ao urinar; sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; gotejamento de urina no final da micção; sangue na urina; e sensação de “peso” na bexiga. “Estes podem ser sintomas relacionados ao aumento benigno da próstata (HPB). É bom lembrar que o câncer de próstata geralmente é assintomático na fase inicial da doença, momento crucial para a cura do paciente”, destaca o médico.

Caso perceba alguns desses sintomas, o homem deve procurar um urologista. “Serão solicitados exames de laboratório (dosagem no sangue do PSA); de imagem (ultrassonografia de próstata); e o exame físico (exame digital da próstata, conhecido como toque retal). Normalmente, eles devem ser repetidos anualmente; em casos de maior risco, em menor espaço de tempo”, ressalta Leão. Outras doenças graves do sistema urológico são os tumores de rim, bexiga e pênis, cálculos renais e a infertilidade masculina.

O estilo de vida mais saudável está diretamente relacionado à saúde urológica do homem. Prática regular de atividades físicas, controle do peso, evitar vícios como tabagismo e bebidas alcóolicas, e reduzir alimentação rica em gordura animal são algumas orientações para chegar à terceira idade sem grandes problemas.

 

Evolução no tratamento

O câncer de próstata é o segundo mais comum comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo, sendo o mais prevalente no sexo masculino. É considerado um câncer da terceira idade e representa 28,6% dos tumores nos homens. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são, em média, 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 segundos.

O tratamento cirúrgico para o Câncer de Próstata consiste na retirada total do órgão. Existem três formas para a realização da prostatectomia: cirurgia convencional aberta, ou por laparoscopia, ou com o uso de um robô (método mais avançado).

A cirurgia robótica representa hoje mais de 90 % dos tratamentos cirúrgicos de câncer de próstata realizados nos Estados Unidos. No Brasil, ela tem sido feita há 8 anos, e já é possível perceber os resultados superiores em relação ao método convencional.

“A cirurgia robótica foi um grande avanço para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata, promovendo redução dos efeitos colaterais como disfunção erétil, incontinência urinária, infecção cirúrgica e transfusão sanguínea”, explica Fernando Leão, que é especialista no procedimento.

A técnica reduz, ainda, o tempo de internação hospitalar e o tempo de uso de sonda na bexiga no pós-operatório. No entanto, o médico alerta que a chance de cura está diretamente ligada ao momento em que foi feito o diagnóstico. Os sintomas mais comuns são sangue na urina e/ou esperma; dores ósseas (bacia e coluna principalmente) e algum grau de dificuldade para urinar.

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