Peixe-zebra pode ser a chave para prevenir e reverter a degeneração macular relacionada à idade Foto: kingofwallpapers.com

Peixe-zebra pode ser a chave para prevenir e reverter a degeneração macular relacionada à idade

Publicado em 18 de abril de 2017

 

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos da Universidade de Vanderbilt, no Tennessee, revelou que o peixe-zebra pode ser a chave para prevenir, e até mesmo reverter, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A doença ataca a mácula – região central da retina –, provocando perda progressiva da acuidade visual, e é a causa mais comum de cegueira irreversível em indivíduos com mais de 50 anos.

O segredo estaria no sistema natural de regeneração da mácula desses animais. A explicação é a seguinte: o neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA) inibe a regeneração da mácula porque deixa inativas as células de Müller, que dão suporte aos neurônios retinianos e desempenham papel fundamental nesse processo.

No peixe-zebra, a redução do GABA permite que as células de Müller permaneçam ativas e trabalhem para regenerar a mácula. Como a retina do peixe é similar à humana, os cientistas acreditam que o mesmo princípio poderia ser aplicado às pessoas. Ou seja, estimular a redução da presença do GABA no organismo em seres humanos poderia favorecer a regeneração da sua mácula.

“Essa descoberta pode ser especialmente importante para pacientes que já sofrem com a degeneração macular do tipo seca (atrófica), causada pelo envelhecimento natural do tecido retiniano. Apesar de haver terapias preventivas com o uso de antioxidantes, ainda não há um tratamento definido para essa forma de DMRI quando ela já está instaurada”, avalia o médico oftalmologista da Oftalmed, Ricardo Bittar, especialista em Retina e Vítreo.

Nos Estados Unidos, onde são feitas as pesquisas mais relevantes sobre degeneração macular relacionada à idade, pelo menos 10% dos indivíduos entre 65 e 75 anos apresentam alguma diminuição da visão central como resultado da doença. Após os 75 anos, esse número sobe para 30%. Além disso, 1,7% de todos os indivíduos com idade superior a 50 anos e em cerca de 18% dos que possuem mais de 85 anos ficam cegos por causa da DMRI.

DEGENERAÇÃO MACULAR – Existem dois tipos de degeneração macular relacionada à idade. A forma seca (atrófica), é provocada pelo envelhecimento natural da retina e tende a ser mais moderada. Ela corresponde a cerca de 85% a 90% dos casos.

“Entre os principais sintomas da DMRI seca está a diminuição progressiva da visão, que pode ocorrer ao longo de meses ou anos. Geralmente, ambos os olhos são acometidos, mais frequentemente de modo assimétrico”, explica o especialista Ricardo Bittar.

Já a forma úmida (exsudativa) é mais agressiva e se caracteriza pela formação de uma membrana neovascular sub-retiniana, que tende a sangrar (exsudar), distorcendo a imagem e diminuindo a visão central. “Ela pode provocar a perda parcial ou total da visão central”, afirma o médico.

FATORES DE RISCO E PREVENÇÃO – A idade é o principal fator de risco para a DMRI. Pessoas com pele branca (caucasianos) e com histórico familiar da doença também possuem mais propensão a desenvolvê-la, assim como fumantes, obesos e hipertensos. “Por isso, alimentar-se de modo saudável, combater o tabagismo, praticar atividade física regularmente e controlar as taxas de colesterol e glicose são atitudes fundamentais”, ressalta Ricardo Bittar.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO – O diagnóstico inicial da degeneração macular relacionada à idade é clínico. Com um exame do fundo do olho, é possível identificar alterações iniciais que podem repercutir com o desenvolvimento da doença. Exames complementares como a retinografia, a angiofluoresceinografia, o OCT (tomografia de coerência óptica) e a angiografia com indocianina verde também podem ser solicitados pelo especialista para melhor avaliação do quadro.

Em sua forma seca, a terapêutica pode ser iniciada com o uso de antioxidantes que retardam o envelhecimento das células da retina e previnem a doença em cerca de 25% dos pacientes. Na forma úmida, o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.

“A Oftalmed está amplamente capacitada para o atendimento de pacientes com DMRI porque, além de contar com todos os exames mais modernos para o diagnóstico, possui um corpo clínico capacitado para o diagnóstico precoce da doença, decisivo para evitar seus desdobramentos mais graves”, finaliza o médico oftalmologista Ricardo Bittar.

OFTALMED – Com 23 anos de tradição no Distrito Federal, a Clínica Oftalmed possui unidades na Asa Sul, Taguatinga e Águas Claras e realiza mais de 14 mil atendimentos mensais, entre consultas e exames clínicos. Além do atendimento clínico geral, a Oftalmed oferece atendimento especializado em catarata, refrativa, retina, glaucoma e cirurgia plástica.

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