Novo teste detecta melhor tratamento para câncer de próstata

Novo teste detecta melhor tratamento para câncer de próstata

Publicado em 16 de junho de 2017

Duas organizações britânicas que estudam os tratamentos e cura do câncer desenvolveram um teste de sangue que consegue identificar com mais precisão se o paciente terá resultados positivos quanto ao método utilizado. Dessa forma, os médicos conseguiriam indicar mais rápido qual tratamento seria mais adequado a cada pessoa.

No exame de sangue, os pesquisadores do The Institute of Cancer Research e The Royal Marsden NHS Foundation Trust conseguiram identificar o DNA do tumor e encontraram diversas cópias do gene receptor andrógeno, responsável por resistir ao tratamento com abiraterona e enzalutamida. Atualmente, essas duas substâncias são as principais usadas no tratamento convencional.

“Pacientes que possuem as múltiplas cópias do gene não respondem tão bem ao tratamento padrão, podendo, portanto, serem poupados de fazê-lo e indicados para um mais adequado. Por isso esse novo exame pode axuliar muito no tratamento dos paciente”, explica Fernando Leão, urologista especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata. A realização do exame de sangue é fundamental, por isso os médicos conseguem fazer um diagnóstico mais preciso e indicar um método alternativo mais assertivo para cada caso.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele, e em 2016 a estimativa era de que mais de 60 mil casos fossem diagnosticados no Brasil. O INCA acredita que o número elevado está relacionado com o maior acesso à informação e evolução dos métodos de diagnóstico.

Fernando Leão conta que homens com câncer de próstata não costumam apresentar sintomas e, na maioria dos casos, o tumor cresce lentamente. São raros os casos em que o tumor cresce de maneira acelerada, mas é preciso ficar atento, pois ele pode se estender para outros órgãos.

“Para homens que já possuem casos de câncer de próstata na família, o recomendável é que comecem a fazer os exames aos 40 anos de idade. Para o restante, a faixa etária recomendada é aos 50 anos. É muito importante que todos fiquem atentos quanto ao rastreamento para que o tratamento adequado seja feito da maneira mais ágil possível”, afirma. Ainda não há previsão de quando os novos testes serão aplicados em pacientes no Brasil.

Fernando Franco Leão, urologista – É especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata. Além do Hospital Brasília, na capital federal, o especialista também opera nos hospitais 9 de Julho, Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo. Leão é membro da Society of Robotic Surgery (SRS) e da American Urological Association (AUA), nos Estados Unidos, e também da Société Internationale D’Urologie (SIU), no Canadá.

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