HPB: a doença da terceira idade masculina

HPB: a doença da terceira idade masculina

Publicado em 31 de março de 2017

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que consiste no aumento da próstata, acomete cerca de 80% dos homens acima dos 50 anos. A Sociedade Brasileira de Urologia aponta que existem 14 milhões de brasileiros convivendo com esta doença.

A HPB afeta a qualidade de vida do homem e, segundo o urologista Fernando Leão, a alta incidência de homens que sofrem com a doença está diretamente relacionada ao aumento da expectativa de vida. “Estamos vivendo mais e é uma condição inevitável para a maior parte do universo masculino a partir da meia-idade. Aos 90 anos, pesquisas indicam que a HPB acomete cerca de 90% dos homens, por exemplo”, explica.

Ligada ao aumento da produção do hormônio testosterona, a hiperplasia prostática benigna comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, com consequente prejuízo ao fluxo normal da urina. Leão recomenda que os homens fiquem atentos aos seguintes sintomas: desconforto na bexiga com a sensação de “peso”; jato urinário fraco; sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; ardência ao urinar; aumento do ato de urinar à noite; urgência miccional; e incontinência urinária.

“Tais sintomas prejudicam a qualidade do sono, exigindo que o paciente acorde inúmeras vezes durante a noite para urinar, e deixando-o cansado e impaciente para as atividades diurnas”, destaca o urologista.

Leão indica que, ao constatar algum desses sintomas, o homem deve procurar um especialista. Para diagnosticar a HPB, são necessários exame físico (toque retal) e o de sangue, em que é mensurado o nível de PSA (Antígeno Prostático Específico). “A prevenção deverá ser feita a partir dos 40 anos de idade, se houver antecedentes na família; caso não haja, o recomendado é ir ao urologista anualmente a partir dos 50 anos”, ressalta Leão.

A boa notícia é que a HPB tem cura e a medicina disponibiliza tratamentos da HPB que podem trazer mais conforto ao dia a dia do homem, e eles são recomendados de acordo com o grau da doença. São eles:

Medicação

Os medicamentos para HPB incluem alfa-bloqueadores, que relaxam os músculos em volta do colo da bexiga, tornando o ato de urinar mais fácil, e inibidores de alfa-redutase, que servem para encolher o tamanho da próstata.

Ressecção Transuretal da Próstata (RTUP)

Este é um procedimento cirúrgico realizado para remover tecido da próstata aumentada. Neste caso, não há remoção total da próstata.

Vaporização da Próstata com GreenLight™ Laser

Este procedimento, minimamente invasivo, é o mais recomendado atualmente nos casos em que é necessária uma intervenção cirúrgica. A vaporização remove o tecido obstrutivo da próstata pelo uso de lasers de alta energia combinados com fios de fibra ótica, e permite uma rápida recuperação do paciente, além da redução de vários transtornos típicos de processos operatórios.

“A vaporização da próstata com GreenLight™ Laser é a técnica mais recomendada para pacientes que apresentam comorbidades [diagnóstico de duas patologias] como insuficiência renal, fazem uso de anticoagulantes e possuem próstatas muito volumosas”, explica Fernando Leão, especialista na realização desse tipo de cirurgia.

Alguns benefícios da Vaporização da Próstata com GreenLight™ Laser:

  • Menor perda de sangue durante o procedimento cirúrgico;
  • Apenas 30% dos pacientes precisam de um cateter no período pós-operatório;
  • Alta no mesmo dia após a cirurgia;
  • Retorno às atividades normais, com precauções, após 3 dias;
  • Menores chances de complicações após cirurgia;
  • Menores chances de impotência sexual ou disfunção erétil derivada de complicações da cirurgia.

Embolização das Artérias da Próstata

É um procedimento minimamente invasivo que ainda em fase experimental e de exceção. A embolização das artérias da próstata é semelhante ao cateterismo, onde um minúsculo tubo flexível é introduzido na artéria femoral, navegando até a próstata e injetando substância para reduzir a sua circulação e provocar a diminuição de tamanho, além de aliviar a obstrução da uretra, permitindo a passagem da urina.

SOBRE FERNANDO LEÃO – O urologista Fernando Franco Leão é especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata. Além do Hospital Brasília, na capital federal, o especialista também opera nos hospitais 9 de Julho, Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, e em Goiânia. Leão é membro da Society of Robotic Surgery (SRS) e da American Urological Association (AUA), nos Estados Unidos, e também da Société Internationale D’Urologie (SIU), no Canadá.

 

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