Homens altos e gordos têm mais chances de desenvolverem câncer de próstata, conclui estudo

Homens altos e gordos têm mais chances de desenvolverem câncer de próstata, conclui estudo

Publicado em 26 de julho de 2017

Um estudo realizado por cientistas britânicos mostrou que quanto mais altura e maior peso tiver o homem, maiores são as chances dele ser diagnosticado com câncer de próstata. A pesquisa usou dados de 141.896 homens da Dinamarca, Itália, Holanda, Espanha, Suécia, Reino Unido, Alemanha e Grécia. Ao todo, mais de 7 mil pacientes foram diagnosticados com a doença e percebeu-se que a maioria deles apresentava o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado.

O estudo também incluiu a altura dos homens. Foi usado como padrão a estatura média da região onde foi feita a pesquisa — cerca de 1,65 m — e observaram que o risco de doença de alto grau e de morte devido a complicações do tumor na próstata aumentaram 21% e 17%, respectivamente, a cada 10 cm adicionais.

Fernando Leão, médico urologista e especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata-, diz que o ponto mais interessante da pesquisa é mostrar a relação entre o peso e a doença. “A questão da estatura é algo imutável, não podemos controlar, até porque temos que respeitar as características étnicas. Há etnias em que a pessoa muito provavelmente será mais alta, por exemplo. Muitas pesquisas já mostram o quanto o sobrepeso pode ser prejudicial para a saúde e nesse caso, percebe-se que ele também pode influenciar no desenvolvimento do câncer de próstata”, destaca.

A relação entre a doença e o biotipo se manteve no caso da circunferência da cintura. Os pesquisadores usaram os números estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), média de 94 cm a 102 cm, como a base de comparação. Concluíram que a cada 10 cm a mais de circunferência abdominal, os homens tinham o risco de morte por câncer de próstata aumentado em 18%.

ESTILO DE VIDA – Manter hábitos saudáveis podem ajudar a prevenir o câncer de próstata. Isso acontece porque o sobrepeso pode causar grandes alterações no funcionamento dos hormônios do paciente. Além de uma alimentação balanceada, é recomendável a prática de exercícios físicos regularmente.

“A obesidade, que normalmente é decorrente do sedentarismo, promove um desarranjo hormonal perigoso e um estímulo à progressão do câncer. Dentre essas alterações hormonais, a insulina, testosterona, estrógenos e adiponectina sofrem oscilações e elevam os níveis de morbidade e mortalidade pelo câncer”, explica o especialista.

TRATAMENTO – O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo, sendo o mais prevalente no sexo masculino. É considerado um câncer da terceira idade e representa 28,6% dos tumores nos homens. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são, em média, 13 mil mortes anuais – uma a cada 40 segundos.

A cirurgia robótica representa hoje mais de 90% dos tratamentos cirúrgicos de câncer de próstata realizados nos Estados Unidos. No Brasil, ela tem sido feita há 8 anos, e já é possível perceber os resultados superiores em relação ao método convencional.

“A cirurgia robótica foi um grande avanço para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata, promovendo redução dos efeitos colaterais como disfunção erétil, incontinência urinária, infecção cirúrgica e transfusão sanguínea. Além disso, ela é extremamente eficiente no tratamento independente do biotipo do paciente”, explica Fernando Leão, que é especialista no procedimento.

Fernando Franco Leão, urologista – É especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata. Além do Hospital Brasília, na capital federal, o especialista também opera nos hospitais 9 de Julho, Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo. Leão é membro da Society of Robotic Surgery (SRS) e da American Urological Association (AUA), nos Estados Unidos, e também da Société Internationale D’Urologie (SIU), no Canadá.

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