Fertilização in Vitro: conheça o ciclo que leva até a concepção de um bebê

Fertilização in Vitro: conheça o ciclo que leva até a concepção de um bebê

Publicado em 25 de setembro de 2017

O sonho de gerar uma nova vida nem sempre é possível de ser realizado naturalmente e a Fertilização in Vitro (FIV) é uma das possibilidades para homens e mulheres que têm dificuldade na concepção. Mas, afinal, o que é a FIV e para quem ela é indicada?

A Fertilização in Vitro consiste basicamente na coleta de óvulos e espermatozoides para a fecundação do embrião em laboratório, com posterior transferência para o útero materno. Ela é recomendada para pacientes com dificuldade de fecundação, ou seja, de formação do embrião de modo natural.

Usada pela primeira vez na Inglaterra, em 1978, a técnica chegou ao Brasil em 1983 e, inicialmente, era indicada somente para mulheres que tinham problemas nas trompas. Todavia, atualmente a FIV já é utilizada como alternativa para mulheres diagnosticadas com endometriose ou problemas ovarianos, além de casos em que o homem possui poucos espermatozoides, por exemplo.

TIPOS DE FERTILIZAÇÃO – Dois são os tipos de FIV. O primeiro, conhecido como convencional, é mais parecido com a fecundação dentro do organismo, na trompa da mulher, e consiste na facilitação do acesso dos espermatozoides ao óvulo.

Neste tipo de FIV, os óvulos são captados dos folículos (invólucro dentro dos ovários onde eles ficam protegidos e amadurecem) e colocados no meio de cultivo (preparado que se assemelha ao líquido folicular que os preserva). No dia em que este procedimento é realizado, o parceiro deve colher o sêmen (ou a mulher pode utilizar um banco de sêmen).

“Após o preparo com a seleção dos melhores espermatozoides, eles são colocados no meio de cultivo para fecundação”, explica a ginecologista com formação em Fertilização Assistida e Endoscopia Ginecológica, Hitomi Nakagawa, uma das sócias da Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana. “Nesse caso, espera-se que dentre esses espermatozoides, pelo menos um consiga entrar no óvulo e fecundá-lo”, acrescenta.

A segunda alternativa, chamada de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), é utilizada quando o homem tem poucos espermatozoides, o que pode acontecer, por exemplo, devido a alguma cirurgia ou ao tratamento de câncer de testículo.

“Em casos assim, é possível preparar o sêmen e selecionar um espermatozoide por óvulo, injetando-o no óvulo com o auxílio de instrumentos bem delicados e sob visão microscópica”, afirma a médica.

Essa técnica também é reservada quando a idade da mulher é avançada, a indicação do tratamento é por endometriose ou ocorreu falha de tratamento com técnica convencional, por exemplo,

CICLO – A FIV é realizada em ciclos. Inicialmente, os pacientes fazem exames como testes de HIV, HTLV, sífilis e hepatites. “Após esses exames, a mulher passa por uma ultrassonografia durante a menstruação, período em que a camada de revestimento uterina (endométrio) está descamando e a maior parte dos folículos ovarianos que iniciaram a maturação para o ciclo está mais homogênea. Isto permite a melhor verificação da presença de cistos residuais ou algum outro problema”, detalha Hitomi Nakagawa.

Se não forem detectadas particularidades que possam interferir com o controle do ciclo nessa fase, a paciente usa medicamentos que estimulam os ovários e permite a maturação folicular para a captação dos óvulos. “Quanto mais óvulos maduros, maior probabilidade de sucesso do ciclo”, comenta.

De acordo com a indicação da técnica, os óvulos são fecundados em laboratório, gerando embriões que são transferidos ao útero no segundo/terceiro ou quinto dia de evolução em média. A tendência mundial é de redução do número de embriões transferidos para se evitar a gestação múltipla e esse objetivo tem sido alcançado com muita propriedade devido aos avanços das técnicas de preservação dos embriões e gametas por congelamento, sem reduzir as taxas cumulativas de gestação.

“Após 12 dias da transferência dos embriões, a paciente deve fazer exame de sangue para identificar o nível de beta-hCG e saber se está grávida. Após 3 semanas, é realizada uma ultrassonografia transvaginal para a confirmação clínica da gravidez com a detecção de saco gestacional,” finaliza a especialista.

GENESIS – Com 25 anos de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana conta com profissionais especializados, formados nos principais centros acadêmicos do mundo para prestar serviços de excelência na área de reprodução humana assistida. Com uma ampla experiência, a equipe Genesis busca constantemente a qualidade em medicina reprodutiva agregando conhecimento e tecnologia e primando pela assistência ética, personalizada, com confidencialidade e foco no melhor resultado para o caso.


Por Larissa Sampaio

Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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