Doenças na próstata são mais comuns em idosos

Doenças na próstata são mais comuns em idosos

Publicado em 3 de outubro de 2017

O Dia do Idoso é comemorado em 1º de outubro, data em que foi promulgado o Estatuto do Idoso. A data também chama atenção para os cuidados que pessoas na terceira idade devem ter com a saúde no geral. No caso da próstata, algumas doenças são mais recorrentes em pacientes com mais de 60 anos, por isso é muito importante que façam exames regularmente.

As doenças na próstatas que aparecem com mais frequência em pacientes idosos são o câncer de próstata e a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). De acordo com Fernando Leão, urologista especialista em cirurgia de próstata com Greelight Laser e certificado em cirurgia robótica para o tratamento de câncer de próstata, “o câncer é uma alteração na qualidade das células prostáticas e a HPB é uma alteração na quantidade das células prostáticas, ambas doenças não têm relação entre si”.

CÂNCER DE PRÓSTATA – De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele, e em 2016 a estimativa era de que mais de 60 mil casos fossem diagnosticados no Brasil. O INCA acredita que o número elevado está relacionado ao maior acesso à informação e à evolução dos métodos de diagnóstico.

Fernando Leão destaca que os homens com câncer de próstata não costumam apresentar sintomas e, na maioria dos casos, o tumor cresce lentamente. “São raros os casos em que o tumor evolui de maneira acelerada, mas é preciso ficar atento, pois ele pode se estender para outros órgãos”, explica o especialista.

De acordo com o urologista, para homens que já possuem casos de câncer de próstata na família, o recomendável é que comecem a fazer os exames aos 40 anos de idade. Para o restante, a faixa etária recomendada é aos 50 anos. “É muito importante que todos fiquem atentos quanto ao rastreamento para que o tratamento adequado seja feito da maneira mais ágil possível”, afirma.

TRATAMENTO AVANÇADO – A cirurgia robótica representa hoje mais de 90% dos tratamentos cirúrgicos de câncer de próstata realizados nos Estados Unidos. No Brasil, ela tem sido feita há 8 anos e os resultados superiores em relação ao método convencional já são comprovados.

“A cirurgia robótica foi um grande avanço para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata, promovendo redução dos efeitos colaterais como disfunção erétil, incontinência urinária, infecção cirúrgica e transfusão sanguínea. Além disso, ela é extremamente eficiente no tratamento independente do biotipo do paciente”, explica Fernando Leão, que é especialista no procedimento.

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB) – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), que consiste no aumento da próstata, acomete cerca de 80% dos homens acima dos 50 anos. A Sociedade Brasileira de Urologia aponta que existem 14 milhões de brasileiros convivendo com esta doença.

A HPB afeta a qualidade de vida do homem e, segundo o urologista Fernando Leão, a alta incidência de homens que sofrem com a doença está diretamente relacionada ao aumento da expectativa de vida. “Estamos vivendo mais e a HPB é uma condição inevitável para a maior parte do universo masculino a partir da meia-idade. Aos 90 anos, pesquisas indicam que a HPB acomete cerca de 90% dos homens, por exemplo”, explica.

Ligada ao aumento da produção do hormônio testosterona, a hiperplasia prostática benigna comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, com consequente prejuízo ao fluxo normal da urina. Leão recomenda que os homens fiquem atentos aos seguintes sintomas: desconforto na bexiga com a sensação de “peso”; jato urinário fraco; sensação de esvaziamento incompleto da bexiga; ardência ao urinar; aumento do ato de urinar à noite; urgência miccional; e incontinência urinária.

 

Fernando Franco Leão, urologista – É especialista em cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata. Além do Hospital Brasília, na capital federal, o especialista também opera nos hospitais 9 de Julho, Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo. Leão é membro da Society of Robotic Surgery (SRS) e da American Urological Association (AUA), nos Estados Unidos, e também da Société Internationale D’Urologie (SIU), no Canadá.

 

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