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Dia do Idoso: catarata, glaucoma e degeneração macular são as principais doenças da visão na 3ª idade

Publicado em 26 de setembro de 2017

No dia 1º de outubro o Brasil celebra o Dia do Idoso e a data é uma importante oportunidade para alertar as pessoas na terceira idade sobre os cuidados com a saúde ocular, já que algumas doenças como a catarata, o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são muito mais frequentes nesta faixa etária.

Segundo Marcos Ferraz, médico oftalmologista da Oftalmed, além dos fatores genéticos, alguns fatores levam os idosos a terem mais problemas oculares. “O envelhecimento, que vem acompanhado da maior prevalência de doenças crônicas, leva a alterações circulatórias sistêmicas, à produção de radicais livres e à oxidação de tecidos oculares, principais causadores das doenças relacionadas à idade”, explica.

Portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, além dos fumantes e dos indivíduos sedentários também são mais propensos a terem problemas oftalmológicos, pois todos esses problemas têm consequências que podem afetar os vasos sanguíneos dos olhos.

CATARATA – A catarata é uma doença que provoca opacidade ou perda da transparência parcial ou total do cristalino (lente natural do olho), levando à diminuição progressiva da visão. “Os sintomas iniciais da catarata são perda de capacidade de focalizar imagens, perda de percepção das cores e turvação visual”, explica o especialista.

A doença é altamente prevalente entre os idosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estudos populacionais demonstram que 91% dos idosos a partir dos 75 de anos de idade apresentam deficiência visual relacionada à catarata.

“O tratamento da catarata é feito por meio de cirurgia a laser para trocar o cristalino, lente natural que perde a transparência, e substituí-lo por uma lente intraocular artificial. Essas lentes artificiais fornecem correção visual para todas as distâncias e podem levar, inclusive, a independência dos óculos”, explica Marcos Ferraz.

GLAUCOMA – O glaucoma é uma doença do nervo transmissor das imagens, o nervo óptico, que pode resultar em perda irreversível de campo visual. A cada 5 pacientes que apresentam catarata, pelo menos 1 também precisa de tratamento associado para o glaucoma. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), de 2% a 3% da população brasileira acima de 40 anos é portadora da doença.

Ao contrário de outras doenças oculares, o glaucoma é assintomático. “Ele é conhecido como o ‘ladrão silencioso da visão’ por não apresentar sintomas em 80% dos casos e, normalmente, é diagnosticado por meio de minuciosa avaliação oftalmológica com exames complementares”, comenta o especialista.

A doença é controlada pelo uso de colírios, tratamento a laser ou cirurgia que pode ser realizada no mesmo momento da cirurgia da catarata. Os pacientes devem realizar acompanhamento oftalmológico e exames complementares durante toda a vida mesmo após o procedimento cirúrgico.

Novas ferramentas diagnósticas para o glaucoma tornam cada vez mais precoce a identificação da doença, antes mesmo que ocorra uma perda significativa de visão. O tratamento tem evoluído bastante com o incremento de novos tratamentos a laser e cirurgias minimamente invasivas (MIGS), tornando o tratamento cirúrgico mais seguro e efetivo.

DMRI – A degeneração macular relacionada à idade é uma doença da retina que afeta a mácula, área central do olho responsável pela visão central de detalhes. De acordo com a OMS, 6,4% das pessoas entre 65 e 74 anos e 19,7% acima dos 75 anos tem sinais de degeneração macular.

São raros os casos da doença em pacientes com menos de 50 anos e quanto mais avançada a idade, maiores as chances de ser diagnosticado com a DMRI. Ela está muito relacionada ao estilo de vida e a melhor maneira de prevenção é por meio de uma alimentação saudável, da prática de exercícios físicos e da cessação do hábito de fumar.

“O diagnóstico da DMRI tem sido feito mais precocemente devido a testes genéticos que conseguem identificar a doença antes dela danificar a visão. O tratamento é feito com injeções oculares e tratamento a laser. Atualmente existem pesquisas com células tronco que prometem resultados animadores mesmo nos casos mais avançados”, comenta o oftalmologista Marcos Ferraz.

O acompanhamento oftalmológico deve ser feito regularmente, principalmente nos paciente que já apresentam histórico familiar de doenças oculares. Além disso, são importantes os cuidados com a saúde como controle de doenças crônicas, alimentação saudável, exercícios físicos e evitar o abuso de álcool e cigarro.

OFTALMED – Com 24 anos de tradição no Distrito Federal, a Clínica Oftalmed possui unidades na Asa Sul, Taguatinga e Águas Claras e realiza mais de 14 mil atendimentos mensais, entre consultas e exames clínicos. Além do atendimento clínico geral, a Oftalmed oferece atendimento especializado em catarata, refrativa, retina, glaucoma e cirurgia plástica.


Por Larissa Sampaio

Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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