Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida acontecerá de 2 a 5 de agosto, em São Paulo

Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida acontecerá de 2 a 5 de agosto, em São Paulo

Publicado em 24 de julho de 2017

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) realizará, de 2 a 5 de agosto, em São Paulo, o 21º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA). O evento contará com convidados internacionais e uma programação científica diversificada, com palestras, cursos e debates. A novidade deste ano é a realização do Fórum Popular, um espaço de diálogo sobre reprodução assistida com a população interessada no tema.

“Entre os destaques do evento estão alguns como o Fórum Popular com o público em geral, os cursos sobre a Individualização dos Protocolos de Estimulação Ovariana, Infertilidade Masculina e Medicina Reprodutiva e a Validação dos Processos Organizacionais na Clínica de Reprodução Assistida”, ressalta Edson Borges, médico e presidente do 21º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida.

O CBRA acontece anualmente e para Hitomi Nakagawa, médica e presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a troca de experiências entre os centros brasileiros será vital. “Contaremos com a presença de profissionais de ponta no mundo e vamos discutir as novidades e perspectivas que estão sendo propostas na resolução de problemas da área da medicina reprodutiva assistida”, pondera.

MULTIDISCIPLINARIDADE – A integração multidisciplinar de profissionais é fundamental na assistência à reprodução. “Por exemplo, caso o problema de infertilidade seja do homem, o que ocorre em quase metade dos diagnósticos, é necessário o apoio de um andrologista. Uma outra situação está relacionada com casos de preservação da fertilidade em portadores de doenças malignas, que exigem a orientação prévia da Oncologia,” exemplifica Nakagawa.

Muitas pesquisas da Biologia e Veterinária vislumbram perspectivas de aplicação na área médica e agregam soluções à medicina reprodutiva. Segundo Hitomi Nakagawa, “por não haver legislação no Brasil, pode ser necessário apoio de especialistas do Direito também nas interpretações de normas e resoluções,” conta.

O CBRA é multidisciplinar e, além de profissionais de medicina, inclui também a participação de outras áreas como Enfermagem e Psicologia. “A medicina reprodutiva não trata somente das condições clínicas e laboratoriais dos clientes. É essencial cuidar do bem-estar emocional, assim como garantir a qualidade de vida e acompanhamento durante todo o processo de fertilização”, comenta o presidente do CBRA, Edson Borges.

PARTICIPAÇÃO SOCIAL – No dia 2 de agosto, das 9h às 12h, ocorrerá o ‘Fórum Popular – Momento de Diálogo: Reprodução Assistida, Saúde e Sociedade’. Essa sessão será aberta ao público e o ingresso é 1 kg de alimento não perecível. O objetivo dessa sessão interativa é aproximar a sociedade civil de temas pouco conhecidos, como a reprodução assistida.

De acordo com o presidente do Congresso, a grande vantagem desse momento de diálogo com o público externo é tirar dúvidas e expandir o conhecimento sobre a medicina reprodutiva. “A esterilidade atinge 15% de todos os casais e esse assunto é pouco divulgado. Muitas pessoas ainda não têm consciência sobre a infertilidade e o propósito do Fórum é lançar luz sobre o tema”, afirma Edson Borges.

Além desse espaço de diálogo, o 21º CBRA aproveitará o Fórum para lançar a Campanha “Fertilidade. O Tempo Não Para.”, que visa conscientizar as mulheres da relação entre fertilidade e idade. À medida que a idade da mulher avança, mais difícil é o sucesso do tratamento para engravidar.

BRASIL – Diante de debates sobre reprodução assistida em nível internacional, Edson Borges garante que o Brasil está no mesmo patamar que outros países. “Somos competitivos não só em resultados, semelhantes a países como Estados Unidos, Inglaterra e Espanha, como também em participações em Congressos e publicações em revistas científicas”, afirma o especialista.

As maiores dificuldades da medicina reprodutiva estão relacionadas à tramitação para liberação de pesquisas junto aos órgãos competentes e investimentos do Estado. “Atualmente, a grande maioria dos trabalhos científicos no Brasil advém de esforços do setor privado e demoram para serem liberados pelo setor público. Devido a essa falta de agilidade, o país vem perdendo muitas patentes de descobertas científicas, por exemplo”, finaliza Hitomi Nakagawa.

 
Serviço

Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida
Onde:
Hotel Pullman Vila Olímpia – São Paulo
Quando: 2 a 5 de agosto de 2017
Site: http://cbra2017.com.br/

 

Assessoria de Imprensa

Larissa Sampaio
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