Centro de Dança do DF recebeu mais de 1,3 mil  pessoas em quatro meses Karina Zambrana/Coletivo Conversa

Centro de Dança do DF recebeu mais de 1,3 mil pessoas em quatro meses

Publicado em 26 de junho de 2018

Reaberto em fevereiro, o Centro de Dança do Distrito Federal encerrou, ao final de junho, a primeira etapa de sua programação para o ano de 2018. Uma vasta lista de ações de caráter de formação, processos criativos, qualificação, inovação, acesso à produção e intercâmbios artísticos teve participação ativa da comunidade e presença de agentes convidados vindos de diferentes partes do Brasil. Em quatro meses, mais de 1,3 mil pessoas passaram pelo local e foram beneficiadas com um seminário, quatro oficinas, uma Rodada de Negócios, uma residência artística, lançamentos de quatro livros, duas mostras de videodança, três espetáculos, três mostras artísticas, três entrevistas públicas chamadas de “Tête-à-Tête”, duas séries de mentorias e uma exposição. Para completar, 76 atividades da sociedade civil foram selecionadas por meio de convocatórias públicas e vêm mobilizando outras centenas de cidadãos de Brasília.

Desde a cerimônia que reabriu o espaço totalmente reformado, no dia 28 de fevereiro, a gestão da programação está sendo conduzida pela Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Conexões Criativas, associação selecionada por meio de edital realizado em 2017. A colaboração é baseada na Lei Federal 13.019/2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), está integrada ao programa “Lugar de Cultura”, de valorização e preservação do patrimônio da cidade, e alinhada à Política de Estímulo e Valorização da Dança do DF.

Tudo começou com o “Seminário Abre Alas”, realizado de 1º a 3 de março, com mesas-redondas, lançamentos de livros, mostra de videodança e a instalação coreográfica “Biblioteca de Dança”, reunindo em três dias um total de 26 artistas convidados do DF e de outras cidades brasileiras. A proposta buscou introduzir os eixos temáticos da programação do ano e reativar a movimentação da classe em torno do Centro.

Em abril, iniciando o pensamento curatorial de “Dança e Memória”, que orientou esta primeira fase, a companhia paulistana Sansacroma, interessada em poéticas e políticas do corpo negro, ofereceu uma oficina e exibiu uma mostra de videodança de sua autoria. Gal Martins, diretora do grupo, também participou da ação “Tête-à-Tête” e lançou o livro “A dança da indignação”.

Em maio, passou pelo Centro a oficina “A Arte de Isadora Duncan – Formação Itinerante de Professores de Dança”, ministrada por Fátima Suarez (BA), dançarina e educadora em dança há quase 30 anos. Fátima também foi protagonista de um “Tête-à-Tête” e apresentou o espetáculo “A Arte de Isadora Duncan” junto com seu grupo, o Contemporânea Ensemble.

Também em maio, o Centro de Dança recebeu a sua primeira Rodada de Negócios, com curadores nacionais convidados para se encontrarem com artistas e grupos do DF interessados em apresentar suas obras a festivais do país. Estiveram presentes o Festival Panorama (RJ), representado por sua diretora geral, Nayse López; o IC Encontro de Artes (BA), com o curador Neto Machado; e a Jornada de Dança da Bahia, com a diretora Fátima Suarez. Aproveitando a presença da profissional responsável por conduzir o maior festival de dança do país e um dos maiores da América Latina, Nayse López ainda ministrou uma Oficina de Gestão e prestou mentorias práticas individualizadas.

Já em junho, a residência artística “Corpo presente” foi conduzida pela bailarina Denise Stutz, uma das fundadoras do Grupo Corpo, com mais de 40 anos de frutífera carreira. Ao final, uma mostra de processo foi apresentada ao público. Para encerrar a oportunidade privilegiada de acessar o trabalho de um importante nome da história da dança nacional, Denise apresentou o seu espetáculo “3 Solos em 1 Tempo” e participou de mais uma sessão do “Tête-à-Tête”.

Por fim, o artista e pesquisador Rafael Guarato (MG/GO) promoveu uma nova Oficina de Gestão e compartilhou conhecimentos em outra série de mentorias.

Em toda a temporada, a exposição “A história que se dança” ficou aberta ao público, exibindo cerca de 30 fotos de artistas e grupos que vêm construindo a cena da dança do DF, com curadoria de Marconi Valadares e Yara de Cunto.

AÇÕES DA SOCIEDADE: PROCESSOS CRIATIVOS, AULAS CONTINUADAS E DEMANDAS ESPONTÂNEAS – Além de todas as atividades assinadas pela curadoria da programação, outras muitas foram protagonizadas pela comunidade da dança do Distrito Federal, incentivada a ocupar o espaço, em suas diversas salas e potencialidades, por meio de convocatórias públicas.

A convocatória de processos criativos em dança selecionou duas proposições entre nove inscritas, para uso do Centro de Dança, entre maio e junho, como espaço de criação e pesquisa, desenvolvendo processo investigativo em dança. Ambas receberam bolsa de pesquisa para o período e apresentaram mostras públicas ao final: “Quitinete”, do grupo Dois Corpos; e “Zona de sonhos”, com direção de Luiza Fiuza e atuação de Lara Ferreira, Fernando Franq e Brunetty Bg.

Já a convocatória de aulas continuadas, com 33 inscritos, permitiu a escolha de sete variadas propostas de professores do Distrito Federal para oferta de aulas de dança e práticas corporais regulares, de maio a dezembro de 2018.

Há ainda a demanda espontânea, convocatória permanente para acolhimento de pedidos diversos da classe da dança, tais como ensaios, oficinas, residências, intercâmbios, lançamentos de livros, mostras e festivais. Entre abril e junho, 46 atividades foram realizadas através deste mecanismo.

PRÓXIMAS AÇÕES – O segundo módulo da programação do Centro de Dança do DF em 2018 terá como linha curatorial “Dança e Diversidade”, de julho a setembro. Para esta temporada, estão previstos: três oficinas, uma residência artística, lançamento de livro, uma mostra de videodança, um espetáculo, três mostras artísticas, dois “Tête-à-Tête”, uma série de mentorias e uma exposição, além de mais uma convocatória para seleção de dois novos processos criativos.

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