Alfabetização no Brasil: 55% das crianças de 8 anos não têm conhecimento suficiente em matemática e leitura

Alfabetização no Brasil: 55% das crianças de 8 anos não têm conhecimento suficiente em matemática e leitura

Publicado em 27 de outubro de 2017

Na última quarta-feira, dia 25, o Ministério da Educação divulgou dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) 2016, que evidenciam que mais da metade das crianças do 3º ano do ensino fundamental possuem conhecimento insuficiente em matemática e leitura.

Ou seja, 55% das crianças de 8 anos de idade têm dificuldade de reconhecer figuras geométricas, valor monetário de uma cédula e contar objetos, por exemplo. Elas apresentam também dificuldade para ler palavras com mais de uma sílaba e para identificar o assunto de um texto mesmo estando no título.

Em sua terceira edição, a ANA foi criada para medir os níveis de alfabetização entre os alunos do final do 3º ano do ensino fundamental, idade em que teriam de estar plenamente alfabetizados. A partir do ano que vem, no entanto, ela será aplicada ao final do 2º ano do ensino fundamental e não mais do 3º.

Segundo Rafael Parente, PhD em Educação pela Universidade de Nova Iorque e desenvolvedor da metodologia Conecturma, a situação da aprendizagem das crianças e jovens é pior em matemática do que em língua portuguesa. “Pensando em consequências para o futuro destas crianças e jovens, isso significa que eles não saberão fazer cálculos de juros ou conversar criticamente com um gerente de banco sobre investimentos ou empréstimos, ou resolver questões mais simples do dia a dia, por exemplo”, aponta.

Os dados da ANA 2016 mostram que, em matemática, 45% dos alunos têm nível suficiente de conhecimento, sendo que só 27% está no patamar desejável (considerado correto para a escolaridade), ou seja, conseguem reconhecer informações em gráficos de barras e calcular subtração com até três algarismos.

Em leitura, o índice dos alunos com conhecimento adequado para a idade também é de 45%. Porém, só 13% estão entre os considerados com conhecimento “desejável”, que estão no topo da escala. Somentes estes conseguem, por exemplo, reconhecer os participantes de um diálogo em uma entrevista fictícia.

O especialista afirma que este cenário se dá por conta de dois motivos principais: a falta de formação adequada para professores e a baixa qualidade dos materiais, instrumentos e didáticas utilizados por eles.

 

Ensino adequado às novas gerações

 

O mundo mudou e as novas gerações trazem desafios às escolas brasileiras e de todo o mundo, já que desejam e precisam de didáticas mais modernas para o ensino da matemática e do português.. Para contribuir com a mudança deste cenário, a startup carioca Aondê Educacional desenvolveu, em 2014, a Conecturma.

“A Conecturma é a única metodologia de aprendizagem de língua portuguesa, matemática e habilidades sócio-emocionais que combina vários elementos, como livros didáticos, plataforma digital adaptativa e gamificada, desenhos animados, músicas e fantoches”, explica Rafael Parente.

Já alinhada com as mudanças propostas pela última versão publicada da Base Nacional Comum Curricular, a Conecturma ensina matemática e português para crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental com a utilização de recursos que estimulam a atenção, a concentração e o engajamento, fazendo com que os alunos aprendam mais e da melhor forma. O termo “turma” no nome não é à tôa: todo o conteúdo da metodologia, dividido em aventuras, envolve uma série de histórias de um grupo de personagens que crescem e aprendem junto com as crianças.

A modernização das metodologias utilizadas nas escolas passa também pela adoção de um novo ferramental em sala de aula: livros didáticos com linguagens mais adequadas às crianças e aos jovens, uso de personagens que auxiliam o aluno no aprendizado ao longo do ano, formação de professores e uma atuação sistêmica que envolve todos os atores da comunidade escolar.

Storytelling, plataforma de jogos e músicas, fantoches e outras atividades lúdicas que envolvem elementos da cultura brasileira são utilizados nesta plataforma transmídia que está sendo utilizada por cerca de 4 mil alunos em cinco estados brasileiros. Já são 10 redes de ensino, 45 escolas e mais de 6 mil alunos beneficiados com a metodologia.

Na escola municipal Jerônimo Porto, em Viamão, no Rio Grande do Sul, o aumento da aprendizagem após o início da aplicação da metodologia Conecturma na rede pública foi de 50% e 60% em língua portuguesa e matemática, respectivamente, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação para 2016. Segundo Parente, a metodologia aumenta em, pelo menos, 30% as habilidades de português e matemática dos alunos.

“Pesquisamos as correntes de maior sucesso no ensino de matemática pelo mundo, como uma metodologia desenvolvida pelo MIT e utilizamos estes recursos na Conecturma. Sempre demonstramos, no material, a importância do que está sendo ensinado para nossas vidas e partimos muito do concreto para chegar ao abstrato da Matemática”, destaca Rafael Parente.

A Conecturma também é embasada nas últimas descobertas das neurociências, reunindo atividades que desenvolvem macro-competências para a vida, como empreendedorismo, cidadania global, análise e síntese de informações. A missão da Aondê é ambiciosa: melhorar a educação no Brasil e transformar crianças em jovens autônomos e aptos a construir um futuro melhor para suas vidas.

SOBRE A AONDÊ EDUCACIONAL – A Aondê é uma startup brasileira que atua nas áreas de educação e tecnologia, com sede no Rio de Janeiro.  A missão da Aondê é criar a melhor experiência de aprendizagem para formar cidadãos mais autônomos, solidários e competentes. Todos os membros da equipe têm vasta experiência em suas áreas, com prêmios e reconhecimentos no Brasil e no mundo. Com sua equipe, Rafael liderou a criação e implementação de projetos inovadores da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro entre 2009 e 2013, como a Educopédia, o GENTE, o Pé de Vento e o Rioeduca.

 

Mais informações: www.conecturma.com.br     

 


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