A popularidade tem um preço? Conheça os fake influencers Freepik

A popularidade tem um preço? Conheça os fake influencers

Publicado em 10 de agosto de 2018

De acordo com o MediaKix, o mercado de influenciadores digitais tem uma projeção de aproximadamente US$10 bilhões de dólares em investimento até 2020. Para quem trabalha com Relações Públicas ou Social Media, é cada vez mais comum inserir estratégias de comunicação que envolvam influenciadores. Quando bem identificados, eles podem ser rentáveis para a marca porque dialogam diretamente com o seu público.

No entanto, assim como existem as fake news (que já falamos sobre algumas vezes aqui, aqui e aqui), existem os fake influenciadores. E tem muita empresa caindo nesse conto do vigário.

Os fake influenciadores são perfis verdadeiros nas redes sociais, mas que se utilizam de uma boa parte de seguidores falsos, os chamados bots, que são facilmente comprados em sites. Com a promessa de ter um perfil com muitos Ks (letra utilizada para atribuir milhares de seguidores), pessoas usam este serviço para ter um perfil atrativo para marcas. De acordo com um estudo publicado pela Business Insider, 8% das contas no Instagram são fakes e cerca de 30% dessas contas estão inativas.

E por que isso acontece? Porque grande parte das empresas ainda fecha negócio com influenciadores baseada no número de seguidores, mas não se atenta para as métricas de engajamento. Você já entrou em um perfil com centenas de milhares de seguidores, mas que só tinha dezenas de curtidas e comentários em cada foto? Há uma grande chance desse(a) influencer ter utilizado desse serviço de compra não ser tão influenciador(a) assim.

Mas, como todo mercado digital, existe o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos. “Atualmente, existem ferramentas e modelos de negócios que se baseiam na construção de ‘fazendas’ de likes, engajamento e seguidores, que contribuem para um maior convencimento das marcas em aceitar investir milhares de dólares nesse tipo de conta criada”, menciona os autores do e-book Fake Influencers, desenvolvido pela Comunique-se em parceria com o Mundo do Marketing.

Para não cair em parcerias infrutíferas, o e-book sugere que sejam avaliados os 3Rs do perfil – reach, relevance e ressonance — alcance, relevância e ressonância, em português.

Como identificar um fake influencer?

É preciso ficar atento para o número de seguidores x número de curtidas, para a frequência de posts e perfis destes seguidores. De acordo com a publicação da Comunique-se e Mundo do Marketing, “uma média global aplicável seria a seguinte: de cada 10 seguidores, é esperado que pelo menos oito pareçam reais e tenham um perfil alinhado ao do influenciador”.

Microinfluenciadores são uma alternativa

Os microinfluenciadores são pessoas que possuem um número menor de seguidores, entre 10 e 20 mil, mas que possuem um alto poder de influência com seu público de segmentos específicos.

Estas pessoas cobram menos do que um influenciador alfa, mas, a depender do público que você queira atingir, trará um retorno bem maior. Ao planejar uma campanha digital que envolva esse tipo de investimento, seria interessante avaliar se o recurso reservado para investir em influencers pode ser diluído nessas contas menores, principalmente se a campanha tem um foco regional.

Se, ainda assim, for necessário fazer um investimento alto em um único perfil, existem opções gratuitas e pagas de plataformas que fazem checagem da veracidade de seguidores, como Social Blade, FakeCheck.co (especializada em Instagram) ou Fake Follower Check (em Twitter).

O importante, como em toda estratégia de comunicação, é ter o objetivo da estratégia bem definido, assim como seu público-alvo e investigar qual é o melhor canal para fazer o investimento, considerando métricas objetivas e realistas.

 

Kadydja Albuquerque é especialista em Gestão da Comunicação nas Organizações e sócia do Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

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